sexta-feira, 12 de agosto de 2016

CANÇÃO A QUINTESSÊNCIA



Na paisagem invernal, entre folhas secas
Vestida de céu, caminho no parque
Na mente cantarolo uma antiga canção
Que fala de paz e amor na Terra

Um sentimento de esperança me leva a sorrir
Para os tímidos raios do sol da manhã
Que suavemente esquentam as máscaras que usamos

O silêncio da mente se torna voz
E eu canto alto a antiga canção
As crianças, os animais e os pássaros entendem o sentido
Em sua inocência devolvem o sorriso
E se juntam ao cortejo

A magia se espalha e enfim desperta
Cantando e seguindo juntos
Dançando e reunidos
Para plantar uma semente de amor

“Assim como os seres humanos são os brinquedos dos deuses”
“A vida é como uma criança que brinca”
No espaço e tempo imaginário no qual estamos todos presos
Do deleite do sonho despertamos para tornar real

O véu do mistério é desvelado
Sem o temor da consequência da ira divina
Decifraremos o enigma que virá com o amanhã
Quando todos sonharmos juntos o mesmo sonho
Abriremos a porta de uma nova dimensão

Plantando a semente do amor
Cuidando do florescer da paz
Em cada coração, em fé e evolução
Vislumbrar o nascer da nova era
De liberdade, igualdade e fraternidade

Cuidando de arrancar, de dentro de si
As ervas daninhas do ódio e da intolerância
E as pedras do caminho que ferem nossas raízes

Vivendo a vida como uma criança
Elevando a sabedoria de cada alma
Anima mundi vibrando a ordem, harmonia e beleza


Sem jogos de guerras e poder
Sem Jogos de intrigas, sem jogos mortais

Rendidos ao amor universal
Criaremos um mundo novo
Redimindo o criador
Transformando todo o caos
Em amor seminal

O Santo Graal que nunca foi encontrado
Agora nos é ofertado e compartilhado
Toda vida renasce em vigor, paz e amor
A guerra para sempre acabou!
O Amor venceu e triunfou!

AMOR: a quintessência do seu próprio ser em infinita expansão!

S. Dimitrov
Santos, 12 de agosto de 2016.


“O amor não é um sentimento, é um elemento etério que jamais poderá ser capturado. Somente entregue por aqueles que o possuem em sua essência e têm, verdadeiramente, a consciência de seu poder.”




quarta-feira, 10 de agosto de 2016

OLHOS DE JADDE

Seus olhos...
Olhos nos seus olhos
Não consigo decifrá-los
É de nascença esse seu jeito desatento?
Pareces que vive em outro mundo?
As janelas de sua alma parecem estarem trancadas?
Nenhuma resposta dás
Embora não desvies o olhar

Não me deixas ver sua alma
Devo acreditar que não a tenha?
Não me deixas enxergar o seu coração
Se é que tens um.

Seus olhos...
Apenas escondem desejos
Nada revelam em suas conversas desconexas
Que lhe encorajaram a tentar obter a satisfação
Num enlace irresponsável de corpos embriagados

Seus olhos verdes...
Floresta impenetrável
Na noite escura como seus cabelos

Seus olhos, brilhantes esmeraldas
Me enfeitiçam
Paradas no momento em que bebes do doce dos meus lábios

Seus olhos, que mudam de cor de acordo com o tempo
Se tornam verdes cinzentos
E me levam a mergulhar ao me entregar
No profundo do mar, gênese da vida
De amor me afogar

Uma criança, um presente, uma preciosidade!
Um anjo de esperança e vida nova: Jadde
Olhos azuis da cor do meu céu, ser mãe
Janelas transparentes, um sonho que se fez real
Coração bom, inocente e decente.
Minha estrela cadente, como sou contente!


“Nenhuma joia pode ser comparada a esta gema inestimável que se chama filha”

S. Dimitrov
São Paulo, 23 de maio de 1991
(Originalmente essa prosa poética tinha o título de "SEUS OLHOS" tendo sida reescrita em Santos em 10 de agosto de 2016)

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

LÁGRIMAS SINCERAS


Por muito tempo
Só havia solidão

E a vida passava
Rápido demais

E você veio
Invadindo o meu ser
Me dizendo coisas
Difíceis de compreender

Eu viajava alucinada
Minhas fantasias
Meus sonhos
Eram teus

Você se foi
Rápido como veio
Tirando de mim
Tudo o que eu conquistei

Minhas lágrimas sinceras
Chorei por você
Chorei por mim
Chorei por você
Chorei por nós

S.Dimitrov
São Paulo - 1994



sexta-feira, 5 de agosto de 2016

AS ROSAS

As rosas do seu amor mal desabrocharam e logo murcharam
Tristes e secas revelaram
Que tudo aquilo que não for bem cuidado
Adoece e morre e se vai para nunca mais voltar

As rosas do seu amor
Aquelas que você enviou
Quando já era tarde demais para nós dois
Hoje sepultam as nossas promessas
Um futuro que não vingou

A luz do seu olhar
Que um dia eu vi brilhar
Ainda ardem como brasas
Muito em breve irão se apagar
Quando um novo amor encontrar

Velas acenderei para iluminar
Os meus e os seus fantasmas
E as almas dos nossos filhos
Que não puderam nascer de nós

As rosas do seu amor
As rosas do nosso amor
Agora enfeitam a morte
Não são mais viçosas e da cor da paixão
Vermelho do fogo e do ardor
Carvão negro e estéril se tornou

Os espinhos do nosso amor...
Os espinhos do nosso amor...
Não ferem mais a lembrança
De um tempo que passou
De um sonho que já terminou.

Sisi Dimitrov

(novembro de 1999, escrita em São Paulo/SP)
(reescrita em Santos, em 05 de agosto de 2016).

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

AMOR PAGÃO



QUANDO O DEUS HOMEM AMA UMA DEUSA MULHER
(poema de inspiração pagã)

Quando o deus que há no homem penetra a deusa que há na mulher
Em seu rito de amor divino, união sagrada em perfeito amor
Do cálice e seus sucos, espada e prazer
Em deliciosa energia, a perfeita confiança
Tantra e amor, vai e vem
Formando ondas de intenso êxtase
Beijando a delicada e íntima flor
Se dão sem reservas
Tornando-se um, no universo

O tempo se paralisa o sagrado momento
A deusa de prazer enaltecida em beleza e poder
Sorri, sussurra, grita e uiva
Ora loba ora onça
Ora cisne numa lenta dança
Unem e criam
A vida e Tudo o que há

E novamente e de novo e sempre
Num ciclo eterno de amor
A flor de lótus se abre
Em mil pétalas de cor

Entre brancos lençóis
Kundaliní no clímax mágico
Plasmam fótons de via-lactea

E o coração dele é felicidade
Ela cresce, vibra e renasce
Amante, intensa e apaixonada
Vermelha como o fogo da chama de Aldebaran
Ela é Afrodite
Ele é Ares
A manifestação do amor em seu idílio

O deus dentro da deusa
Casamento sagrado, elo inseparável
Juras de amor são seladas
No silêncio de beijos, cumplicidade
Lábios e línguas unidas, fôlego e inspiração
Chacras alinhados
Não há limite no Nirvana
Amor, Confiança, Poder
O mistério secreto é sacramentado
Olhos nos olhos, espelho da alma de outra alma
São uma estrela

Este homem como deus
Esta mulher como deusa
Se amaram, se amam e novamente amarão
O amor sagrado vai além do tempo
Já não existem mais véus a perfurar
Nem karma a expiar
Nem dever a cumprir
Nem perversidade e sombras serão capazes de destruir
O elo é agora inquebrável

E é assim
E assim foi feito para ser
Quando o homem ama como um deus a mulher
Quando a mulher ama como uma deusa o homem
O mistério do amor é desvelado
Se faz eterno e perfeição.

S.Dimitrov
Santos, 01 de agosto de 2016.