sexta-feira, 5 de agosto de 2016

AS ROSAS

As rosas do seu amor mal desabrocharam e logo murcharam
Tristes e secas revelaram
Que tudo aquilo que não for bem cuidado
Adoece e morre e se vai para nunca mais voltar

As rosas do seu amor
Aquelas que você enviou
Quando já era tarde demais para nós dois
Hoje sepultam as nossas promessas
Um futuro que não vingou

A luz do seu olhar
Que um dia eu vi brilhar
Ainda ardem como brasas
Muito em breve irão se apagar
Quando um novo amor encontrar

Velas acenderei para iluminar
Os meus e os seus fantasmas
E as almas dos nossos filhos
Que não puderam nascer de nós

As rosas do seu amor
As rosas do nosso amor
Agora enfeitam a morte
Não são mais viçosas e da cor da paixão
Vermelho do fogo e do ardor
Carvão negro e estéril se tornou

Os espinhos do nosso amor...
Os espinhos do nosso amor...
Não ferem mais a lembrança
De um tempo que passou
De um sonho que já terminou.

Sisi Dimitrov

(novembro de 1999, escrita em São Paulo/SP)
(reescrita em Santos, em 05 de agosto de 2016).

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