sábado, 29 de outubro de 2016

ONDE ESTÁS?



Demorou tanto tempo
Para encontrar alguém como você
Alguém impossível de se esquecer
Alguém que magicamente veio e se foi


E onde estás?
Que não dentro de cada poro energizado do meu corpo...
Em cada neurônio saudoso de minha mente
Em cada canto da memória da qual se deve esquecer e apagar
Para a saudade não arder na alma
E para tudo aquilo que seja considerado pecado
Renomeie o amor como algo proibido de se manifestar como errado


E onde estás?
Que não dentro deste solitário coração...
Que a cada batida é mais uma de todas que ainda restam
Silenciosas, um grito mudo num ouvido surdo


E onde estás?
Enquanto vago pelas ruas
A procura de ter a certeza de que fostes mesmo real



E onde estás?
Que levastes de mim o sorriso que me plantou na face
O brilho nos olhos que iluminou minha alma
E que hoje sonha com o olhar perdido e vazio
Por obra do acaso, poder encontrar


E onde estás?
Quando o tempo se passa
E tudo vai envelhecendo
Mas nunca morrendo
Só eu, só eu...
Feito morta vagando nas ruas
Como folha seca levada pelo vento

E onde estás?
Que não ouves o grito silencioso?
Que não lês o pensamento?
Que não sentes o sentimento?

Onde estás?

Simone Dimilatrov
Santos, 28 de outubro de 2016.





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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

FODENDO AO MÁXIMO



Ela é gostosa e sabe disso
Esse jeito misterioso, as pernas fortes que tanto excitam
Só de vê-la passar a cueca mela
Que até pareço o menino pueril
Que de repente se tornou juvenil
E o redtube descobriu
 
O tesão que me dá de vê-la, por mim passar
O balançar das rijas carnes, perfeito rebolar
Ah quem me vê! Encabulado e corado
Pelo volume nas calças a se formar e a disfarçar
Não é timidez, também em mim está a depravação
Pronto para entrar em ação

O desejo que faz ferver o sangue
Nas veias do pau cabeçudo querendo em tuas carnes entrar
Rasgando profundo, batendo no útero
E saciar a paixão mordendo seus lábios rubros

Domino e sou dominado, como bela potranca cavalga!
Linda, selvagem e louca
Fêmea fogosa, profana e sagrada mulher no cio
Faz do meu gozo poema
Tomada por lágrimas, toda lambuzada
Faz de minha alma cativa o coração apoderado

Um deleite profundo me toma em ver seu prazer...
O meu prazer que evito que logo chegue
E respiro profundo, ao máximo do máximo
Ao sentir o momento do êxtase, inevitável explosão
Assim, nada formal, nada de meias burguesas
Meias verdades, meias sussurradas, meio prazer
É assim nua, de pé, a roupa rasgada
Meio loba, meio mulher
Eu devoto caio aos seus pés

Eu caio num langor extremo
Devorado, satisfeito, como escravo supremo
Cego de tanta paixão, a pele e o suor
 
Não ouço mais nada, apenas as batidas disparadas do coração
Ainda uma ou outra pulsada e profundos são os suspiros

A amada febril e feliz, a sorrir,
Logo se acalma e sorri
Num quase sono, eu junto a ela, para sempre assim...
Se agora morresse,
Morreria feliz.

Rubem Henrique Rocha
Santos, 27 de outubro de 2016.