Olhos nos seus olhos
Não consigo decifrá-los
É de nascença esse seu jeito desatento?
Pareces que vive em outro mundo?
As janelas de sua alma parecem estarem trancadas?
Nenhuma resposta dás
Embora não desvies o olhar
Não me deixas ver sua alma
Devo acreditar que não a tenha?
Não me deixas enxergar o seu coração
Se é que tens um.
Seus olhos...
Apenas escondem desejos
Nada revelam em suas conversas desconexas
Que lhe encorajaram a tentar obter a satisfação
Num enlace irresponsável de corpos embriagados
Seus olhos verdes...
Floresta impenetrável
Na noite escura como seus cabelos
Seus olhos, brilhantes esmeraldas
Me enfeitiçam
Paradas no momento em que bebes do doce dos meus lábios
Seus olhos, que mudam de cor de acordo com o tempo
Se tornam verdes cinzentos
E me levam a mergulhar ao me entregar
No profundo do mar, gênese da vida
De amor me afogar
Uma criança, um presente, uma preciosidade!
Um anjo de esperança e vida nova: Jadde
Olhos azuis da cor do meu céu, ser mãe
Janelas transparentes, um sonho que se fez real
Coração bom, inocente e decente.
Minha estrela cadente, como sou contente!
“Nenhuma joia pode ser comparada a esta gema inestimável que se chama filha”
S. Dimitrov
São Paulo, 23 de maio de 1991
(Originalmente essa prosa poética tinha o título de "SEUS OLHOS" tendo sida reescrita em Santos em 10 de agosto de 2016)

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