Que, por encanto, parece que nem existiu?
Aconteceu aquele amor lindo, belo e ideal?
Que parecia tão real, tão atrevido e tão espiritual ao mesmo tempo
Tão intenso e contraditório que parece ter servido apenas para deixar
A memória mais dolorosa
Triste loucura, limbo e inferno
Cativo e silenciosamente secreto
Como doença escondida que machuca, fere e depois mata
E que me fez perder-me na vida, num último sonho
Que, a sua ausência e conformismo tornou-se pesadelo
Covardia e mentira, jamais me amaste?
Eu tola, ingênua, carente e destroçada
Lograda pelo romance e a esperas de tardes douradas
Para, emocionada, me dar, de corpo e alma
Para ouvir mentiras de amor
Doces logros que, o tempo todo, me ferem, me assombram, me matam lenta e cruelmente
Eu que, na verdade, vivo morta, o que fui? O que sou? O que serei?
Sem misericórdia, sem amor, sem você
De não ter nem o direito de ter a mente apagada
Sem o direito de um brilho eterno sem lembranças, ao contrário, tudo são trevas
O coração partido, ferido, sem o direito de ser destruído pelos vermes
Que, ao menos poderiam roer e findar este amor maldito.
Não! Definitivamente não!
Não houve qualquer indulgência,
Só a condenação pelo crime de amar e ser supostamente amada
Houve apenas luxúria e um balé de dois cisnes negros que fugiram de uma gaiola
E se entrelaçaram e se amaram em um lago no outono
No jardins secretos de um sonho de liberdade
Descobertos, capturados e condenados
Presos, eternamente, ao Sentimento de Saudade
Que, se formou em um só coração, ao se amarem
Coração negro, que partido, se tornaram duas metades
Destinadas, a seguirem, eternamente, Separadas.
Simone Dimitrov
Santos, 30 de setembro de 2016
Aconteceu aquele amor lindo, belo e ideal?
Que parecia tão real, tão atrevido e tão espiritual ao mesmo tempo
Tão intenso e contraditório que parece ter servido apenas para deixar
A memória mais dolorosa
Triste loucura, limbo e inferno
Cativo e silenciosamente secreto
Como doença escondida que machuca, fere e depois mata
E que me fez perder-me na vida, num último sonho
Que, a sua ausência e conformismo tornou-se pesadelo
Covardia e mentira, jamais me amaste?
Eu tola, ingênua, carente e destroçada
Lograda pelo romance e a esperas de tardes douradas
Para, emocionada, me dar, de corpo e alma
Para ouvir mentiras de amor
Doces logros que, o tempo todo, me ferem, me assombram, me matam lenta e cruelmente
Eu que, na verdade, vivo morta, o que fui? O que sou? O que serei?
Sem misericórdia, sem amor, sem você
De não ter nem o direito de ter a mente apagada
Sem o direito de um brilho eterno sem lembranças, ao contrário, tudo são trevas
O coração partido, ferido, sem o direito de ser destruído pelos vermes
Que, ao menos poderiam roer e findar este amor maldito.
Não! Definitivamente não!
Não houve qualquer indulgência,
Só a condenação pelo crime de amar e ser supostamente amada
Houve apenas luxúria e um balé de dois cisnes negros que fugiram de uma gaiola
E se entrelaçaram e se amaram em um lago no outono
No jardins secretos de um sonho de liberdade
Descobertos, capturados e condenados
Presos, eternamente, ao Sentimento de Saudade
Que, se formou em um só coração, ao se amarem
Coração negro, que partido, se tornaram duas metades
Destinadas, a seguirem, eternamente, Separadas.
Simone Dimitrov
Santos, 30 de setembro de 2016


