Muito
tempo se passou,
Mas jamais esqueci
O seu rosto, os seus olhos
O seu sorriso raro
E tudo aquilo que amávamos
E o espelho que nos refletia
Em duas imagens
Uma límpida e clara
Outra escura e vazada
Uma luz que era como o sol,
E uma sombra como noite sem lua
Eu lhe conhecia com a palma da mão
Tão polido como a prata
E tão precioso como o ouro, de tolo
Depois de tudo, minhas mãos portam cicatrizes
Pela confiança cega e traída
Queimadas pelo abandono e egoísmo
De um amor mentiroso
Assim, do dia para noite,
O tempo se fechou
E o mundo sobre mim desabou
Uma lição, aprendida com muita dor:
Nada do que nunca nos pertenceu
Pode nos ser roubado
E quando você se foi, eu fiquei e morri
Louca e banhada em lágrima
Sem forças para prosseguir
Para conseguir encarar as noites solitárias
Sem conseguir viver o dia, a própria sorte e descartada
Eram lágrimas e anestesia
Eram sonhos forjados para esquecer a realidade
Mas que, só o tempo, a tudo atenua
A memória e a saudade, por muito tempo, não sobrepuja
Os escombros dos sentimentos destruídos
Viram poeira, feito castelos de areia
E para as nuvens, no castelos dos sonhos quebrados
O último voo
E o ninho se desfaz enquanto o anjo mais alto voa
Para, das alturas da maior maldade
Deixa cair aquela ao qual amava
Numa queda sem fim
Sobre as névoas marejadas
Onde não existe nem a luz, nem as trevas
Os anos se vão
Para tudo tornar, o que foi vivido, em vão
Esquecido num canto da gaveta
Recordado num inesperado e indesejável sonho
De amor falso e perdido
Você,
Nem demônio, nem anjo
Apenas uma triste lembrança
Sem direito a choro, nem vela, sequer uma oração
Uma eventual e tenebrosa aparição
Arrastando correntes, de uma saudade vã e injusta
Que jamais deveria ousar a ter
Num lapso do tempo, se aproveita
Se fazendo lembrar, escondido, o meu sonho espreita
Sem permissão e controle
O velho chato, a cena do crime, as vezes volta
Em um sonhos invadidos e por mim não programados
Que possa o fogo purificador
Aquele mesmo que minhas mãos e coração queimou
Consumir toda a sua saudade e remorso!
Mas jamais esqueci
O seu rosto, os seus olhos
O seu sorriso raro
E tudo aquilo que amávamos
E o espelho que nos refletia
Em duas imagens
Uma límpida e clara
Outra escura e vazada
Uma luz que era como o sol,
E uma sombra como noite sem lua
Eu lhe conhecia com a palma da mão
Tão polido como a prata
E tão precioso como o ouro, de tolo
Depois de tudo, minhas mãos portam cicatrizes
Pela confiança cega e traída
Queimadas pelo abandono e egoísmo
De um amor mentiroso
Assim, do dia para noite,
O tempo se fechou
E o mundo sobre mim desabou
Uma lição, aprendida com muita dor:
Nada do que nunca nos pertenceu
Pode nos ser roubado
E quando você se foi, eu fiquei e morri
Louca e banhada em lágrima
Sem forças para prosseguir
Para conseguir encarar as noites solitárias
Sem conseguir viver o dia, a própria sorte e descartada
Eram lágrimas e anestesia
Eram sonhos forjados para esquecer a realidade
Mas que, só o tempo, a tudo atenua
A memória e a saudade, por muito tempo, não sobrepuja
Os escombros dos sentimentos destruídos
Viram poeira, feito castelos de areia
E para as nuvens, no castelos dos sonhos quebrados
O último voo
E o ninho se desfaz enquanto o anjo mais alto voa
Para, das alturas da maior maldade
Deixa cair aquela ao qual amava
Numa queda sem fim
Sobre as névoas marejadas
Onde não existe nem a luz, nem as trevas
Os anos se vão
Para tudo tornar, o que foi vivido, em vão
Esquecido num canto da gaveta
Recordado num inesperado e indesejável sonho
De amor falso e perdido
Você,
Nem demônio, nem anjo
Apenas uma triste lembrança
Sem direito a choro, nem vela, sequer uma oração
Uma eventual e tenebrosa aparição
Arrastando correntes, de uma saudade vã e injusta
Que jamais deveria ousar a ter
Num lapso do tempo, se aproveita
Se fazendo lembrar, escondido, o meu sonho espreita
Sem permissão e controle
O velho chato, a cena do crime, as vezes volta
Em um sonhos invadidos e por mim não programados
Que possa o fogo purificador
Aquele mesmo que minhas mãos e coração queimou
Consumir toda a sua saudade e remorso!
Anjo
caído
Esta noite, me deixe em paz!
Anjo caído
Não apareça para mim, nunca mais!
Simoni Dimilatrov
Esta noite, me deixe em paz!
Anjo caído
Não apareça para mim, nunca mais!
Simoni Dimilatrov
Apátrida, 16 de fevereiro de 2017.

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