Este é o
fim
De um ciclo que termina
Em tristes tons de cinza
De algo que, um dia, começou
Como uma história real
Que se tornou ficção
Um laço de afinidade nascia
Naquela manhã fria
Manifesto em um aparente gesto de humildade
Escondia soberba e vaidade
Fez transmutar um ato de sórdida maldade
Em um ato de bondade
Criou e atou um laço forte de amizade
Rósea era a esperança de dias felizes e prósperos
Belo e ameno como o início da primavera
Que prenuncia o perigo cego e surdo
De se fazer obedecer por promessas
De fictícias empreitadas, em tons de sépia
O amor por três musas
A que conta velhas histórias
E a que rememora grandes memórias
E a mais bela, de olhos enigmáticos e tristonhos
Lábios à anos de 1920,
Belle époque, boca de coração, precioso rubi
E, intocavelmente, pura e virginal
O anjo que do céu nos fitava
Com seus olhos azuis, maravilhada, abençoava
Uma amizade que nascia feito história encantada
O nobre e piedoso caçador
Que surge providencialmente
Para salvar e resgatar
Outra mocinha ameaçada e injustiçada
Belo anjo que chora no céu
Este é o fim de nossa história
Nossos heróis nunca existiram
Nossos amigos nunca estiveram lá
Nunca se esteve certo do que sentir ou do que fazer
Nunca se entregou, como nós que profundamente ousamos
Mergulhar no mar da maledicência
Com lealdade e coragem
Apenas, mais um conto
Como todos os outros
Ficção e criação de uma falsa salvação
Quem indignamente, nos usou
E, somente em si, como sempre, apenas pensou
E, aos nossos corações inocentes e benevolentes
Usou e frustrou
O eremita segue isolado
No seu trono solitário de poder
Nada de grande ensinou
Nada de importante compartilhou
Muito menos, a todos reuniu e agregou
Na pele de cordeiro, havia um lobo
Furiosamente egoísta e soberbo
Tentando ser bom
Ao ponto de acreditar que a vontade de sê-lo
Mudaria o seu Ser
Com sua gula dantesca nada delegou
Toda concorrência denegriu e afastou
O pobre rei não prejudicava
Mas não estava certo
Sobre o quanto se entregar e o quanto se envolver
Sobre o quanto lutar e, realmente, defender
Ambiguidade e infantilidade
Desistência e isolação
Preferia os jogos da solidão
O egoísta jogo da vida:
Monopólio
A medida em que,
Cada vez mais ele avança em poder e fama
Os degraus da escada do sucesso, o topo quase se alcança
Pouco falta para o fim do jogo
Uma questão de tempo, para ocupar o tão sonhado trono
Desejando anunciar o Xeque Mate
Que fará cair a Rainha de Espadas
Quando o jogo chegar ao fim
E, nenhum lugar houver mais para onde subir
O homem, solitário e infeliz
Em cujo amplo sorriso e humor burlesco
Esconde o seu lado sombrio e negro
Mudará de jogo:
Solitária
E será
Fatalmente, o princípio do fim
Do vazio que conduzirá a reflexão(?)
De ter restringido todos os seus planos, sucesso e realização
Apenas para si e aos outros, não?
Talvez se lembre ou não
De ter tido uma única e leal amiga na vida
Que não a honrou e virou as costas
Sem nenhuma compaixão
Todos os sonhos que estavam de pé,
Quando construídos sobre os escombros de outrem
Desmoronaram e se tornam ruínas
E, arremessam à própria ruína
Eis o maior pecado, do Reis.
De um ciclo que termina
Em tristes tons de cinza
De algo que, um dia, começou
Como uma história real
Que se tornou ficção
Um laço de afinidade nascia
Naquela manhã fria
Manifesto em um aparente gesto de humildade
Escondia soberba e vaidade
Fez transmutar um ato de sórdida maldade
Em um ato de bondade
Criou e atou um laço forte de amizade
Rósea era a esperança de dias felizes e prósperos
Belo e ameno como o início da primavera
Que prenuncia o perigo cego e surdo
De se fazer obedecer por promessas
De fictícias empreitadas, em tons de sépia
O amor por três musas
A que conta velhas histórias
E a que rememora grandes memórias
E a mais bela, de olhos enigmáticos e tristonhos
Lábios à anos de 1920,
Belle époque, boca de coração, precioso rubi
E, intocavelmente, pura e virginal
O anjo que do céu nos fitava
Com seus olhos azuis, maravilhada, abençoava
Uma amizade que nascia feito história encantada
O nobre e piedoso caçador
Que surge providencialmente
Para salvar e resgatar
Outra mocinha ameaçada e injustiçada
Belo anjo que chora no céu
Este é o fim de nossa história
Nossos heróis nunca existiram
Nossos amigos nunca estiveram lá
Nunca se esteve certo do que sentir ou do que fazer
Nunca se entregou, como nós que profundamente ousamos
Mergulhar no mar da maledicência
Com lealdade e coragem
Apenas, mais um conto
Como todos os outros
Ficção e criação de uma falsa salvação
Quem indignamente, nos usou
E, somente em si, como sempre, apenas pensou
E, aos nossos corações inocentes e benevolentes
Usou e frustrou
O eremita segue isolado
No seu trono solitário de poder
Nada de grande ensinou
Nada de importante compartilhou
Muito menos, a todos reuniu e agregou
Na pele de cordeiro, havia um lobo
Furiosamente egoísta e soberbo
Tentando ser bom
Ao ponto de acreditar que a vontade de sê-lo
Mudaria o seu Ser
Com sua gula dantesca nada delegou
Toda concorrência denegriu e afastou
O pobre rei não prejudicava
Mas não estava certo
Sobre o quanto se entregar e o quanto se envolver
Sobre o quanto lutar e, realmente, defender
Ambiguidade e infantilidade
Desistência e isolação
Preferia os jogos da solidão
O egoísta jogo da vida:
Monopólio
A medida em que,
Cada vez mais ele avança em poder e fama
Os degraus da escada do sucesso, o topo quase se alcança
Pouco falta para o fim do jogo
Uma questão de tempo, para ocupar o tão sonhado trono
Desejando anunciar o Xeque Mate
Que fará cair a Rainha de Espadas
Quando o jogo chegar ao fim
E, nenhum lugar houver mais para onde subir
O homem, solitário e infeliz
Em cujo amplo sorriso e humor burlesco
Esconde o seu lado sombrio e negro
Mudará de jogo:
Solitária
E será
Fatalmente, o princípio do fim
Do vazio que conduzirá a reflexão(?)
De ter restringido todos os seus planos, sucesso e realização
Apenas para si e aos outros, não?
Talvez se lembre ou não
De ter tido uma única e leal amiga na vida
Que não a honrou e virou as costas
Sem nenhuma compaixão
Todos os sonhos que estavam de pé,
Quando construídos sobre os escombros de outrem
Desmoronaram e se tornam ruínas
E, arremessam à própria ruína
Eis o maior pecado, do Reis.
Simoni Dimilatrov
Série: Retratos Verdadeiros da Alma
Apátrida, 17 de fevereiro de 2017
Imagem: The Fat King by Chenthooran The Fat King by Chenthooran

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