quarta-feira, 16 de novembro de 2016

E ASSIM AMARAM-SE AS FÊNIXS



Tudo rápido
Tudo intenso
Tudo mágico
Sonhos se confundiram com a realidade
Ilusionismo, bom demais para ser verdade!
Foram as suas últimas palavras...


Procuramos, por todos os cantos
Por toda a uma vida
Por aquele olhar que tem o poder de mudar
Duas vidas que sempre estiveram a se buscar
Por aquele olhar que desperta o amor
Dos que se reconhecem refletido na pupila do outro

Atos que ataram
E criaram fortes laços
Inércia que nos desataram
Consequências que nos prendem a grilhões

O que se torna o amor
Quando não se há coragem?
De lutar? De viver?

Morre-se lentamente
Solitários e com os restos de nossos sonhos
Que jamais se realizaram
Dor, saudade e amor

E assim, com os restos das lembranças
De momentos memoráveis
Seguimos em um silêncio que grita mudo e profundo

Corações incinerados
Meio mortos, meio vivos
Apartados e perdidos
E o vento dos anos vem e sopra forte, cinzas e brasas que ainda ardem...
Que insistem em resistir
Que continuam a machucar
Sem nada que se possa fazer, sem nada que se possa falar...
Sobre o verdadeiro amor perdido
O pedaço que completa e falta
E, quem sabe, um dia, se mereça
Renascer na verdade
E não das cinzas...
De mentiras.

Simoni Dimilatrov
Santos, 16 de novembro de 2016

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