sábado, 30 de julho de 2016

BALADA AO NOSTÁLGICO



Naquela rua de falsos brilhantes
Que tu ladrilhaste como um farsante
Erigia ardilosa vingança
Disfarçada de amor imortal

Num insensato momento
Em dois caminhos dividiu
As juras viraram promessas, mentiras e traição
Uma história destruiu
Sem nenhuma compaixão

No ponto em que partiste
Uma pedra oblonga ergueu
Impiedoso e indiferente
Por outro caminho seguiu contente

O triste trovador
Era um hábil jogador
Cantava e encantava
Mentiras e desamor

Sempre é triste toda última canção
Que parte, para todo o sempre, um coração
Que no fim de tudo se desculpa e lamenta
Chora de pena e não encara de frente
Quem deixa à mingua, só e penitente

Dedilha no velho violão
Em silêncio rememora uma antiga paixão
A balada toma corpo, rosto, nome e alma
Lágrimas e emoção se confundem com a razão
Insepulta, maldita e eterna saudade.


S. Dimitrov
Santos, 30 de julho de 2016

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