SERVIDÃO HUMANA
Tanta angústia, tantas travas
Ainda a falta de reconhecimento
O desalento, a solidão
O ser impedido de conquistar o lugar ao sol
São como drogas que apodrecem uma alma
Nojo da podridão humana
Trauma e medo
Quem disse que o homem é semelhante a Deus?
E quem é deus senão o diabo?
E a justiça? Que justiça?
É uma deusa cega que nada vê
Mentiram ao dizer que é imparcial
Não para mim!
Jamais!
Se fiz justiça foi com suor e lágrimas
Debatendo-me desesperadamente
A lutar pela vida com desespero e força
Agindo em própria defesa
Ter que emergir do fundo do poço
Ou engolir seco o ruim amargor
Ah nem de ironia se pode viver...
Nem perder a cabeça
Destruir tudo!
A fim de evitar, nem que seja, a perda da saúde
E, a vontade de gritar se torna muda
A ânsia de quebrar tudo se torna um murro no escuro
Ou isso ou atestar a perda da razão e da sanidade.
"E lá vai a pobre coitada
Ficou doida de pedra
Mas pelo menos fez justiça
É doida mas não é trouxa!"
Ah, a vida!
Ingrata aos não eleitos, aos que são mais um na multidão
Nada mais é do que uma trama
Um sonho dentro de um sonho
E a verdade revelada: o pior pesadelo.
A prisão perpétua!
A servidão humana!
Eis o homem
Sempre subordinado a outro
E a pior mentira inventada:
A de que todos somos todos iguais.
S. Dimitrov
Santos, 19 de julho de 2016.

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