A pretensiosa poetisa aprimorava a sua escrita,
Ao analfabeto funcional que nada entendia,
Artífice da palavra, trouxa não percebia
Que sempre seria uma ilustre desconhecida
Em uma nação que muito pouco lia
De nada adiantou criar tanta rima
Se no vácuo sempre permanecia;
E a arte que enfeitou com tanto primor,
Nunca divertia pois nunca rimava
Com bunda ou com pica
O que adianta tanta erudição?
Se as estatísticas dizem que o povão
Só aprecia o palavrão.
Neste século XXI
Século do celular e da zumbilização
No qual este tipo de literatura
Quase ninguém mais atura
A não ser para se sair bem
Ao prestar o ENEM
Quem insiste em ressuscitar tal arte
Que louvada fora num distante passado
Acabara de fato amargurado
Devido ao público que é alienado
Porém segue insistindo
Com tal ânsia trabalha e rala
Mesmo estando cada vez mais fodido
Antes duro e caído do que bandido.
S.Dimitrov
Santos, 21 de julho de 2016

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