Uma tradição milenar
Fogo divino
Espírito olímpico
Veio ao Brasil desbravar
Os Deuses gregos e pagãos
Renascidos pela velha religião
Não mais pedem sacrifícios
Como faz o Deus cristão
Eu vi o belo felino
Ser injustamente abatido
Pela passagem da tocha
Que devia ser
De paz e de união entre os povos
Eu vi a atleta pedante chorar
Emocionada a tocha olímpica carregar
Enquanto no dia-a-dia
Com ares de celebridade pertence a matilha
Desfila a arrogância, ignora e relega
Ao segundo plano os pobres mortais
Do futuro grita a mulher do povo:
Em nome dos filhos dos Zés Ninguém
A bolsa mal compra o pão com ovo
Mas a hipocrisia sempre premia alguém!
Eu rezo ao deus Hefesto
Guardião do fogo eterno
Que não permita, seja qual for o jogo
Que o terror ameace o nosso amargurado povo.
“Hefesto, cubra-nos com sua égede
Eu que sou poeta desloco a sua forja
Construa para todo político ímpio
Um trono dourado
Para que este jamais consiga se levantar
Contra a nação brasileira
Para que esta não mais professe:
Eu não tenho pátria mãe.”
*Hefesto: deus do panteão grego;
Deus da forja e do fogo símbolo
S. Dimitrov
Santos, 22 de julho de 2016 (dia em que a tocha olímpica percorreu a cidade de Santos).

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