Um violão choraA dor de um amor de outrora
Lentamente as notas lamentam
Enquanto os dedos dedilham as cordas
As lágrimas vertem silenciosas
O ritmo lento recorda
O quanto os que amam sozinhos
São tolos em amar
O violão chora uma canção triste
Embalado pelo sangue que há no vinho
O gosto peculiar
Do amor envelhecido
Um grito demonstrou a ira
Um desejo antigo de vingança
Ano após ano
Por sete gerações
Os grilhões se arrastarão
E os ouvidos quase surdos
Ainda esperam ouvir
A velha canção tocada no violão
Do amor que ainda fere
Mas que não sangra
E quando tudo perecer
O ódio deixar de ser
O combustível maldito
Que não extingue a velha chama
Uma nova canção ecoará
Uma outra voz entoará
O clamor da salvação
Dando o tom certeiro da libertação
Simone Dimitrov.
14/03/16
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