sábado, 27 de agosto de 2016

VELHO REFRÃO

Um violão chora
A dor de um amor de outrora
Lentamente as notas lamentam
Enquanto os dedos dedilham as cordas
As lágrimas vertem silenciosas

O ritmo lento recorda
O quanto os que amam sozinhos
São tolos em amar

O violão chora uma canção triste
Embalado pelo sangue que há no vinho
O gosto peculiar
Do amor envelhecido

Um grito demonstrou a ira
Um desejo antigo de vingança
Ano após ano
Por sete gerações
Os grilhões se arrastarão

E os ouvidos quase surdos
Ainda esperam ouvir
A velha canção tocada no violão
Do amor que ainda fere
Mas que não sangra

E quando tudo perecer
O ódio deixar de ser
O combustível maldito
Que não extingue a velha chama

Uma nova canção ecoará
Uma outra voz entoará
O clamor da salvação
Dando o tom certeiro da libertação

Simone Dimitrov.
14/03/16

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