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segunda-feira, 12 de setembro de 2016
DA TEMPESTADE A BRISA DE VERÃO
Tenta segurar o choro
Enfrentar mais um dia como o outro
Fazendo mágica com seus olhos, espelhos d'alma, manchados pelas lágrimas que fez o rímel escorrer e nos transformou em um triste pierrot apaixonado
Respira fundo e pede força, numa silenciosa prece no qual suplica
Passar por todos despercebida
Não é fácil disfarçar um coração partido
Mas o dia-a-dia parece exigir o impossível
E, mesmo em frangalhos, de pé se tem que estar
E num esforço desumano representa parecer estar tudo bem
Esboça um sorriso amarelos nos lábios pintados de vermelho intenso
Lenços de papel para rinite sempre são um belo disfarce
Suspira fundo, cabeça erguida, mente atormentada, enfrentar
Para não ter que se expor, explicar e desabar
Reconhece em silêncio, o abençoado trabalho
No qual se jogar para esquecer a dores de desencantos e desamores
Ter que calar tudo o que gostaria de chorar
Mas o mundo em seu individualismo exige força e controle
Parece cada vez mais desumano, cego e mudo
Ao exigir papéis tristes, o homem de lata, sem coração.
E o fracasso, o sofrimento, e a insatisfação
Não são qualidades apreciadas do que o mundo quer
Do equilibrado, produtivo, obediente, pessoa máquina
A sinceridade não é mais aceita como virtude
Livros ensinam as técnicas de mentiras que lhe fazem chegar ao topo
E os bons se tornam cada vez mais silenciosos
Engolindo a dor contida que, em forma de nó
Preso na garganta dilacera e queima,
Abafa o grito, controla e contém o choro
Mas a tristeza da alma, essa é impossível de se esconder
Ainda existem, poucos de nós, que se olham nos olhos
Poucos de nós que realmente se importam
Que são capazes de perceber, que alguém esteve chorando
Mesmo escondendo-se debaixo de enormes óculos escuros
Do qual não é possível ocultar as nuances que vibram de um coração partido
Nesse raro e sensível amigo
Existe um ombro, existe consolo
Existe um ouvido em que você pode desabafar tudo isso
Existe um abraço e também um afago
E uma noite em que todas as lágrimas choram
E secam, ate que chegue aquela manhã em que estamos prontos
Para novamente, sermos livres, sorrir e, quem sabe, novamente, amar.
Simone Dimitrov
Santos, 12 de setembro de 2016
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