quinta-feira, 22 de setembro de 2016

O AMOR DO ROUXINOL



Havia um lugar secreto
Que só você conhecia
Quando a noite estava linda
Era para lá que nós íamos

O cheiro do mato da serra
“Never say goodbay” rolando no velho toca-fitas
Silenciosa da janela
Sentindo o frescor do cheiro do mato

Longe das luzes da cidade
Longe de toda maldade
Embrenhávamos no meio da mata
Ali havia uma velha casa abandonada
E um pequena lagoa rasa, cheia de plantas e peixes
Em silêncio nos sentávamos para contemplar

Eu via a lua brilhar com um brilho que era bem menos intenso
Do que os seus olhos que ardiam de amor e de desejo

O tempo não sentíamos passar
Como filhos da natureza
Súditos da Rainha da Noite
Aquele era o momento sagrado
De nos entregarmos e nos amarmos

E foi a noite das nossas vidas
A noite mais linda
Que cheguei a ouvir pequenas fadas emocionadas chorar

Depois de tantos anos
Esta noite permanece viva
Lágrimas de saudades
De ter amado e ser amada
Como um, em nosso secreto paraíso
Fomos A Rainha e o Rei no nosso mundo
De amor

E assim, entre as flores, o brilho das estrelas
Adormecemos, abraçados, como semi-deuses encantados
Em beleza, juventude e perfeição

Amanhecia, a passarada atrevida
Cantou uma música de amor
Que dizia que eu era a luz dos seus dias
Seu primeiro e grande amor.

“Tão belo como o canto do Rouxinol é o amor da amada que, de tão adorada, nunca esqueceu quem a amou.”  

Simone Dimitrov
Santos, 21 de setembro de 2016




Nenhum comentário:

Postar um comentário