Estou cansada de morrer
Eu, ainda
sei que falta tempo
Ainda falta meio caminho a seguir
Esse vazio assassino
Desolação e retidão
Com os pés descalços, o cascalho que machuca
As bolhas e os calor que não valeram de nada
A correria diária não levou a lugar algum
O suor insuportável por tentar e tentar...
A chuva que, ao invés de refrescar,
Alagou, destruiu e afogou
Ainda falta meio caminho a seguir
Esse vazio assassino
Desolação e retidão
Com os pés descalços, o cascalho que machuca
As bolhas e os calor que não valeram de nada
A correria diária não levou a lugar algum
O suor insuportável por tentar e tentar...
A chuva que, ao invés de refrescar,
Alagou, destruiu e afogou
E o meu
coração
Partido em mil pedaços multicor
A dor do ressentimento, é como um câncer
Segue-se em frente, curso da vida
Remendando com novas tentativas
Quebrado novamente, novas cicatrizes
Algumas sangram eventualmente
O que a memória não esquece
Ao ponto de fazer enegrecer e endurecer
Continua a bater, dor e sangue
Nem sei porque, talvez para continuar a machucar
Partido em mil pedaços multicor
A dor do ressentimento, é como um câncer
Segue-se em frente, curso da vida
Remendando com novas tentativas
Quebrado novamente, novas cicatrizes
Algumas sangram eventualmente
O que a memória não esquece
Ao ponto de fazer enegrecer e endurecer
Continua a bater, dor e sangue
Nem sei porque, talvez para continuar a machucar
Eu
gostaria de ter uma razão para continuar a viver
Que não fosse o impedimento espiritual
Repudiado por um Deus que nos testa
Até ao ponto do insuportável
Que não fosse o impedimento espiritual
Repudiado por um Deus que nos testa
Até ao ponto do insuportável
Esse
corpo que carregamos e ao qual estamos acorrentados
Que, ao longo dos setenios, vai mudando
O balanço das contas das perdas e ganhos
Dos sonhos e planos
Perdidos, adaptados ou aos que tiveram a sorte de tê-los realizados
Quantos rostos e sonhos já tivemos?
Quantas vezes enxergamos nossa verdade alma no espelho negro?
O brilho do seu olhar, continua reluzindo?
Ou se apagou diante das trevas de tantos desafios, erros, barcos afundados
Que todos abandonaram, menos eu, talvez você?
Em cada nível de covardia, numa escala de zero a nove
A coragem para viver livre das amarras
E não permitir mais que os pés doam
Que os corações se quebrem
Que o suor e as lágrimas sejam em vão
Nesta antiga moldura que contém o seu eu
Uma imagem que não se reconhece
De tão manchada que foi pelo choro silencioso
Aquele que escondemos, para ninguém ver
Que, ao longo dos setenios, vai mudando
O balanço das contas das perdas e ganhos
Dos sonhos e planos
Perdidos, adaptados ou aos que tiveram a sorte de tê-los realizados
Quantos rostos e sonhos já tivemos?
Quantas vezes enxergamos nossa verdade alma no espelho negro?
O brilho do seu olhar, continua reluzindo?
Ou se apagou diante das trevas de tantos desafios, erros, barcos afundados
Que todos abandonaram, menos eu, talvez você?
Em cada nível de covardia, numa escala de zero a nove
A coragem para viver livre das amarras
E não permitir mais que os pés doam
Que os corações se quebrem
Que o suor e as lágrimas sejam em vão
Nesta antiga moldura que contém o seu eu
Uma imagem que não se reconhece
De tão manchada que foi pelo choro silencioso
Aquele que escondemos, para ninguém ver
Aquele
que fica contido no espírito
E que águam as flores que poderiam florescer
Na terra do descanso em paz
Tentei jogar flores amarelas no mar
Mas elas voltaram a margem e eu pude ver
Quando não adianta mais
Que é tarde demais.
Simone Dimitrov
Santos, 28 de setembro de 2016.
E que águam as flores que poderiam florescer
Na terra do descanso em paz
Tentei jogar flores amarelas no mar
Mas elas voltaram a margem e eu pude ver
Quando não adianta mais
Que é tarde demais.
Simone Dimitrov
Santos, 28 de setembro de 2016.

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