Ontem, o vento noroeste soprou seu fôlego ardente
Queimando a nuca e causando incomodo a toda gente
Anunciando a previsão de ressaca do mar bravio
Queimando a nuca e causando incomodo a toda gente
Anunciando a previsão de ressaca do mar bravio
Na Ponta da Praia, o que poucos viram como espetáculo
Outros colheram os maus e destrutivos resultados
O medo da força, implacável, do mar poluído e revoltado
Muretas santistas e o deque do pescador arrebentou e destruiu
Netuno, sua divindade e majestade, o rei dos Mares
Quando bate, zangado, o seu sagrado tridente reivindica seu domínio
Ondas se tornam gigantes transbordando a sua ira
Fosforescência na água do mar agitado, lágrimas de Netuno
Corra para o mar, os corajosos
Fuja para longe do mar, os gananciosos
A revolta de Netuno é reação colossal de força
Por ter seus domínios invadidos
Sopra a sua fúria, faz o mar crescer e vencer qualquer barreira
Castigando a ambição humana, destruindo símbolos
Faz da tragédia, um espetáculo, fotos, selfies e vídeos
Cintilando de cores nas águas,
São as brilhantes cores das lágrimas da divindade ferida
A invasão do mar, além dos limites que o homem ousa delimitar
Não torna a natureza má e sim desrespeitada em seus limites naturais
Por isso, olhe e entenda a imensidão do mar
E veja que ruas as ruas próximas
E enormes e modernos edifícios
Foram erigidos como monumentos da soberba
Por isso, olhe entenda a imensidão do mar e da natureza
Que existem fases da lua que alteram as marés
Estações do ano que se transformam com fenômenos
Areia e mar minguam e transbordam
Poluição, dejetos, lixo perpétuo e eterno desrespeito
Seus limites cada vez mais diminuídos
Cuidem
deste mar, ame-o, proteja-o
Não apenas se sirvam de sua benevolência, abundância e beleza
Acordem enquanto é tempo
Entendam o poder divino da natureza
Que, através da mágica da ardentia revela
Que o mundo não é um sonho de castelos de pedras
E que, a força das águas impiedosas não destroem
Apenas estátuas de areia.
Simone Dimitrov
Santos, 15 de setembro de 2016.
Não apenas se sirvam de sua benevolência, abundância e beleza
Acordem enquanto é tempo
Entendam o poder divino da natureza
Que, através da mágica da ardentia revela
Que o mundo não é um sonho de castelos de pedras
E que, a força das águas impiedosas não destroem
Apenas estátuas de areia.
Simone Dimitrov
Santos, 15 de setembro de 2016.
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