quinta-feira, 22 de setembro de 2016

QUANDO DEUS BOTOU UM OVO




Deus, está em tudo, Ele é o incognoscível!
Que conceito difícil, que Deus escondido, que palavra mais louca

Loucura decifrar, loucura entender....incognoscível!

Mas, finalmente, eu havia finalmente compreendido um pouco
Quando soube que nunca ninguém ou viu
Que nunca ninguém o verá
Porque é imaterial
Os cientista e suas fórmulas não poderão lhe encontrar
Pois a matemática e a física revela a matéria
E não o Incognoscível que é feito de espírito e está em todo lugar
Está em mim, está em ti...

Mas é fato! Não é tudo em que estás que eu gosto
Pelo contrário, há gente e coisas horríveis
Quando eu e Hilda tentamos desvendá-lo
Quando pedimos algum afago
Por que negastes a nós?
Hilda até surtou colocando os nomes mais criativos e esquisitos que a genialidade da criatividade dela ousou inventar.
Eu, mais cética, mais revoltada, não me conformo. Porém não consigo abandonar a ousadia de desvendar mistérios. Nem tente me deixar louca porque não é causando esquizofrenia que me farás desistir fácil.

Incognoscível, recentemente descobri mais um nome secreto
Confesso que achei bem engraçado YARROU, me lembrou aquela banda de covers de hard rock brasileira: “Quando faz amor, se olha no espelho...”
Mas YARROU fique tranquilo, eu não quero tocar em você oh baby
E fazer seu jogo vai me deixar louco...”

Não! Não quis faltar com respeito ao Senhor Incognoscível
Por isso criastes o humor, parar rirmos um pouco e esquecer os problemas da vida

Mas ainda assim, preferes ficar mesmo mudo
Mas acredito que deva ter achado lindo aquela voz retumbante saindo do céu dos filmes bíblicos Hollywoodianos. Voz típica de Deus. Seria trágico se fosse uma vozinha de esquilo-chipmunk.

Desculpe, não pretendi blasfemar, na verdade, eu o temo por ser Deus e por ser Incognoscível.
Mesmo estando em tudo e em todos, sabendo de tudo, de tudo mesmo
Nada faz quando sofremos e nossos rostos amargos são banhados por lágrimas salgadas.
O Senhor errou aí, se as lágrimas fossem doces, sorve-las nos acalmaria.

Deve ser assim, tudo culpa do livre-arbítrio
Culpa do Destino
Culpa do Diabo
Culpa do sistema
Culpa do anjo da guarda que foi tomar café
Culpa de ter nascido aqui
Culpa do karma das outras vidas
Mas é assim! Estamos sendo assistidos
Não estamos sós! Sabem de tudo!
Big Brother sem fim celestial

Não interfere!
Não sente nada
Não interfere
Há, mas o Senhor tem sim seus preferidos
Aqueles que nascem com a bunda virada para a Lua
Em berço esplêndido
E fica constatado que não existe perfeição, nem igualdade, nem justiça

Sabe Senhor Incognoscível Yarrou
Sei que não irá responder
Mas poderia refletir, enquanto me vê escrever?
Por quê permite que medíocres sejam grandes?
E que continuem vis e impunes?
Por quê permite que pessoas boas e inteligentes sejam reduzidos a vermes, humilhados, preteridos?
Que morram à míngua, frustrados, sem ter tido chance de mudarem o mundo para melhor?

Me diga YARROU? Por quê não gosta que o desvendemos?
Por quê permite que os monstros das igrejas da mentira o vendam e negociem em dinheiro?

O que és, Incognoscível?
Metade trevas, metade luz?
Metade mulher, metade homem?
Um corpo de serpente, se tudo criou ela também é sua filha

A velha pergunta, pelo menos uma, se torna desvendada!
O Mistérios que quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha?
A galinha é só para atrapalhar a charada.
A verdade é que todos viemos do ovo
O Incognoscível botou um ovo, Clarice!
Depois escondeu seu carão feio de ema zóiuda da debaixo da Terra
O ser que assim se fez...nascido do ovo.
Seria muito feio se o Incognoscível que botou e criou o homem a sua semelhança
Fosse, na verdade, meio serpente, meio homem?
Misericórdia Senhor Incognoscível YARROU
Que costuma destinar aos poetas a loucura e a morte na pobreza
Castigou Hilda, Clarice e castigará também a mim.
Qual o problema de ser meio serpente, botar ovos e viver escondido?
Estamos no século XXI, século da inclusão, da diversidade, de sair do armário e ser feliz!
Se perdoa a tudo e a todos, por que não perdoa Satanás?
Porque não acaba com a guerra?
DEMIURGO E SATANÁS.


Simone Dimitrov
Santos, 21 de setembro de 2016.


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