domingo, 25 de setembro de 2016

QUANDO OS POMBOS CHORAM

Quando os amantes foram surpreendidos
Em seus arrulhos de amor verdadeiros e puros
Pegos em flagrante em amor carnal, delito imoral
A Deusa do amor transformou-se em uma pomba branca
Seu amado consorte, desolado, não insistiu,
Se acabrunhou piando triste, também bateu asas e voou

E depois, não houve um dia sequer
Em que, o céu para eles fossem novamente belo e azul
Fieis em seu imperecível amor,
Sobrevoam, solitários um céu cinzento e triste
Esperando por uma esperança que nunca morre
Em busca da essência da pureza de um amor jamais perdida

Não mais importa quantas sejam as dores e as penas
A solidão de quem espera, sofre e pensa
Os voos dados em direções opostas
A mercê da piedade da sorte, um feliz acaso, um destino imprevisível

No coração do casal de pombos alvos com a luz da lua
O amor imortal permanece e as lágrimas da saudade se tornam estrelas
Debaixo deste céu, faça chuva ou sol
Esperam o tempo passar, contam o tempo e as estações
E no ninho de amor vazio, não há mais leite e nem mel
Só cascas de um amor quebrado
E um ramo de oliveira, esperança que nunca seca.

Simone Dimitrov
Santos, 24 de setembro de 2016



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